quarta-feira, 7 de março de 2012

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CRATO, É NOME DE FAVA PRETA E NÃO DE RIGOR

 

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Pregou ao logo dos tempos RIGOR e tal PRÉDICA conduzida com PERSISTÊNCIA MILITANTE, que muito seduziu a HIPOCRISIA CONSERVADORA, levou-o a ministro. Se os argumentos aqui utilizados fossem sérios (já não digo rigorosos), NUNO CRATO devia, em coerência, dizer o mesmo das nossas universidades, onde a" ... melhoria na qualificação do emprego e a subida na remuneração (ainda tem sido mais) limitada". Aliás, esse reconhecimento (como se sabe) foi publicamente expresso pelo seu CHEFE PASSOS ao sugerir a EMIGRAÇÃO aos nosso licenciados como solução. Sr. NUNO CRATO, por decência intelectual, não invente argumentos para justificar as políticas que aí vêm para o sector, claramente regressivas face ao interesse dos jovens e, sobretudo, dos adultos. As empresas, sobretudo as que dispensam e não têm preocupação com a formação dos trabalhadores numa lógica de gestão dos seus recursos humanos, essas, ficar-lhe-ão profundamente gratas. Vão usufruir não só de financiamentos duvidosos mas (também) de uma mão-de-obra barata e igualmente descartável. A mim, o Sr. MINISTRO não me desilude; apenas decepciona quem em si acreditou. Talvez, ingenuamente...

VER - Novas Oportunidades "muito limitadas", diz ministro

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domingo, 4 de março de 2012

sábado, 18 de fevereiro de 2012

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A VELHA MAS EFICIENTE INVERSÃO DO SER E DO PARECER

 

430291_370373286324552_100000556514411_1322837_1267514414_nOnde estavam antes do 25 de Abril o Mello, o Champalimaud, o Espírito Santo e outros mais ou menos "nobres zalazaristas"? No conforto da banca e do capital industrial ...

Onde estão eles hoje? De regresso, bem vivos, arrogantes e em força ...

Onde está, no meio de tudo isto, o 25 de Abril? No que se transformou ele? Numa triste paródia democrática ...

Onde estão os políticos autores desta penosa paródia? No lascivo convívio desses, hoje, "nobres democratas" ...

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

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E SE ENTUPÍSSEMOS A “VÁLVULA”?

 

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Os números falam por si... Não é assim, com esta frieza, que os tecnocratas desta democracia apodrecida representam as realidades que lhes interessam? A luta ideológica, hoje, passa por avivar nas pessoas as suas frustrações e fazer-lhes reviver os recalcamentos sucessivos a que têm estado submetidos por um poder económico obscenamente difuso. O protesto instituído tem cumprido com a sua função de conter a energia da revolta. Por isso, importa libertar essa energia abrindo outras e novas possibilidades de ação capazes de gerar verdadeiras e adequadas mudanças. Ajudemos a reinventar novos mecanismos de regulação social. Pela força, se necessário ...

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

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UMA MERA CENA PORNOGRÁFICA

 

395849_350158111679403_100000556514411_1273140_911026942_aImporta alvitrar que a pornografia não se circunscreve ao universo da imprecação aos males atribuídos à sexualidade. O que marca a pornografia é a relação desigual entre poderes e dignidades que conflituam. Quando alguém não existe ou apenas existe para cumprir um papel de objeto de satisfação de pulsões agressivas de um outro, estamos provavelmente na presença de uma realidade (ou cena) pornográfica.

Quantas vezes nos perturbam, e nos fazem sentir profundamente incomodados, com o comércio abjeto do sofrimento dos outros e das suas desgraças e com outras tantas situações aparentemente banalizadas por um quotidiano denso de indignidades silenciosas e, sobretudo, silenciadas?

A tirada infeliz de Cavaco Silva é reveladora de um destes silêncios que se quebrou e se quebrou de modo infausto fazendo ele um uso pornográfico da sua situação pessoal num quadro de crise no qual ele não encaixa. Cavaco Silva, ele próprio, se desrespeitou. Embora lamente, confesso que não fiquei absolutamente nada surpreendido.

ANÍBAL retirado DAQUI

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A CARREIRA DO MEDINA

 

407046_350233938338487_100000556514411_1273518_1579138463_aUma declaração, não de interesses, mas de intuição; não gosto deste senhor CARREIRA. Olho para ele, e aquele seu permanente e irritante ruminar, de imediato, me leva à perceção que em mim esboça a ideia de uma misteriosa e enigmática insatisfação pulsional que o seu narcisismo primário, apressado e desenvolvido, imperiosamente o empurra para uma arregimentação muito singular de recursos de modo a evitar a sua suposta (embora visível e desconfortável) castração política.

Serei naturalmente precipitado mas, nesse homem mediático (que pode ou não coincidir com ele próprio), apenas consigo estar atento ao desafio, para ele muito particular e doloroso, de uma economia psíquica necessária à procura e à gestão de sucedâneos argumentativos que lhe alimentem a ilusão da ausência de um perdido paraíso que o seu narcisismo envernizado mas envenenado não aguenta. A sua sobranceria apenas me consegue conduzir aos polímeros sintéticos cotiados na produção contemporânea de artefactos de silicone comunicativa …

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

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A TITUBEAÇÃO DO MÁRIO ENXOVALHADA PELA FIRMEZA DA CONVICÇÃO E DA SOLIDARIEDADE

 

ng1181695_435x190Discute-se hoje muito, neste tempo de pós-modernidade, a "qualidade de vida". Aplaudo e proponho, tanto quanto sou capaz, esse debate e acho por bem que ele prossiga sem menosprezar uma outra controvérsia; a “qualidade da sociedade e da democracia”, realidades onde aquela não deixa de se enraizar. Sublinho, no entanto, que não há qualidade de vida que possa suportar a “intranquilidade das consciências”. Refiro, como é óbvio, às difíceis consciências éticas e não a outras que se prestam ao egoísmo das vantagens imediatas encobertadas, no plano retórico e doutrinário, por caridades e generosidades duvidosas.

Não faço alusão,  como se depreende, às ações genuínas, convictas e desinteressadas de gente boa, em si coerentes, admiráveis e respeitáveis. No entanto, esta destrinça, leva-me a pronunciar a traço grosso que jamais os situacionistas do oportunismo me persuadirão dos seus tartufos gestos. É no contexto desta declaração que afirmo o meu orgulho de ter trabalhado e convivido com este homem sério, trabalhador e modesto cuja combatividade e solidariedade das suas firmezas valorativas, humanas e sociais, se enraízam nessas qualidades e que se dá pelo nome de ARMÉNIO CARLOS. Importa acrescentar que não sou, hoje, militante do PCP. Por isso, a nada me sentiria obrigado pela militância se os VALORES assim não o exigissem ...

VER E OUVIR - http://sicnoticias.sapo.pt/1249686

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

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OS PÁROCOS, OS BISPOS E OS CARDEAIS DA NOSSA IGREJA MEDIÁTICA

 

addis-hands-cash-cartoon2Acabo de ler no “LE MONDE DIPLOMATIQUE” (12 de Janeiro de 2012 / versão portuguesa) um texto de Pierre Bourdieu intitulado “Como se fabricam os debates públicos”. Nele, Bourdieu começa por definir um homem oficial como um ventríloquo que fala, num contexto devidamente encenado, em nome do Estado, fala por todos e em lugar de todos como se fosse um representante do universal.

É neste quadro que ele convoca a noção de opinião pública, acrescentando que esta pode ser entendida como a opinião de toda a gente, da maioria ou dos que contam e são dignos de ter uma opinião. Conhecendo a nossa realidade, sobretudo mediática, facilmente concluímos que a opinião pública é, como ele diz, a opinião dos que são dignos de a ter como opinião esclarecida e merecedora de tal reconhecimento.

Sem qualquer pretensão de comentar a globalidade do texto de Bourdieu, sublinho apenas a ideia de que os opinantes obedecem a um processo de cooptação com base no que ele refere como índices mínimos de comportamento que são a arte de representar um determinado jogo e de respeitar as suas regras. Para esclarecer melhor a ideia, Bourdieu relembra a célebre frase de Chamfort que fala por si: “O pároco pode sorrir a uma frase contra a religião, o bispo rir abertamente dela, o cardeal acrescentar-lhe um dito seu”. Concluindo; o uso plástico das regras do jogo, inteligentemente aplicado pela “hierarquia das excelências”, não altera o jogo. Como remata Bourdieu, o humor anticlerical de um cardeal é supremamente clerical.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

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UM REMOQUE AO “EU FASCISTA” DE ALGUNS DITOS LIBERAIS

 

compostA arrogância idiota sobre a definição da “normalidade” sempre foi um invento revertido, pelos poderes, em prerrogativa de elites burlescamente autoconvencidas. Venham elas da religião, da política e, pasme-se, de gente estúpida, embora dita ricaça, cuja inteligência, felizmente para todos nós, o dinheiro não consegue subornar. Este tipo de gente julga-se no direito, e outros ainda mais asnos, no dever de regular sobre o prazer dos diferentes para que a ordem social, que lhes dá palco e uma santa rotina, seja conservada.

A religião controla, os sacerdotes inspirados pelos seus deuses, ditam as normas de conduta. O saber laico, ao disputar o lugar do divino, dita práticas e valores. Destes, os entendidos, os comprometidos e os subvencionados, aos quais se juntam insolentemente outros ignorantes encartados, determinam sobre o normal e o patológico. A ideologia dita o caminho certo das pulsões dos outros e, com essas certezas, fixam as subjetividades que a outros cabem. 

Em cada momento sócio histórico se produz, assim, a subjetividade que presta vassalagem aos modelos identificatórios dominantes e culturalmente valorizados e, por arrasto, às sublimações significantes que lançam as bases para a definição social do conveniente desvio da normalidade que, numa penada, transforma as singularidades em anomalias e a espontaneidade numa estranheza que importa sociabilizar.

Para mim, as minhas angústias não constituem problema. Se fechei a porta de casa e volto atrás para confirmar que está bem fechada, não me sinto neurótico. Sinto-me bem e muito confortável com a minha vida. O mesmo, no entanto, não posso dizer da minha relação com o mundo. Gosto de beber, de rir, de chorar, de estar com os amigos e não me preocupo com esse mundo pulsional que me obriga, por dignidade, ao sarcasmo militante de desrespeitar, com um prazer desmedido, as ditas normas que sinto não terem qualquer força moral de vinculação. Sinto-me senhor em casa própria e, felizmente, com uma estimulante vontade de viver com a saúde psicológica e intelectual que, graças a um outro deus qualquer, me tem acompanhado nesta persistente rebeldia, estética, ética e existencial.

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domingo, 8 de janeiro de 2012